segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

R$ 90 bilhões são jogados fora por ano nas nove principais cidades pela falta de transporte público adequado

trem lotado São Paulo
falta de transporte público adequado
Nove maiores cidades do País perdem R$ 90 bilhões por ano, ou 2,5% do PIB Brasileiro, pela falta de qualidade nos transportes, principalmente nos serviços de trens suburbanos, de acordo com o Instituto Akatu. Investimentos no atual sistema de trens e qualificação dos serviços de ônibus são soluções já conhecidas, mas pouco aplicadas.
Nove maiores cidades do País perdem R$ 90 bilhões por ano por falta de condições melhores nos transportes
Cálculos do Instituto Akatu ainda revelam que maiores problemas ocorrem nos sistemas de trens
As nove maiores capitais do País jogam fora por ano R$ 90 bilhões por causa da falta de prioridade e das más condições dos transportes.
Este dinheiro é referente à perda de produtividade do trabalhador nestas capitais, levando em conta somente os deslocamentos diários acima de uma hora. O valor corresponde a 2,5% do PIB. Por causa das dificuldades nos transportes, o trabalhador produz 5% menos.
Os cálculos são de Helio Mattar, do Instituto Akatu, pelo consumo consciente.
Nas nove maiores regiões metropolitanas, 15,8 milhões de pessoas usam o transporte público por dia.
Os maiores problemas ocorrem nos trens suburbanos. Diariamente, o gasto de tempo com os deslocamentos dos trabalhadores é de 82 minutos. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, este tempo sobe para 90 minutos nos trens e metrô.
Em São Paulo, segundo o professor de engenharia de tráfego da USP, Telmo Porto, os trens da CPTM operam 50% da jornada no limite da capacidade. São cinco horas pela manhã e cinco horas à tarde/noite com o máximo que as linhas poderiam oferecer.
Além de dinheiro, o país perde qualidade de vida. Se o trabalhador economizasse um quarto de tempo diário num período de 35 anos de vida profissional, ganharia 9 anos de tempo livre. Essa economia de tempo que resulta em qualidade de vida vem principalmente pela redução das horas semanais de deslocamentos.
As soluções são bem conhecidas e podem ser divididas em três pontos principais, todos com o mesma relevância e que dão base para outras ações:
1) Políticas públicas constantes que privilegiem o transporte coletivo não apenas no espaço urbano, mas na gestão e nos investimentos, não se limitando assim, a eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, ou a programas como o PAC, que apesar de importantes, são pontuais.
2) Modernização e expansão das redes metroferroviárias.
3) Investimentos pesados e sérios nos sistemas de ônibus, com criação de espaços como BRT – Bus Rapid Transit – corredores modernos que aumentam a velocidade dos ônibus e o conforto para os passageiros. Os objetivos são não sobrecarregar o sistema metroferroviário, fazer ligações entre linhas de trens e metrôs evitando estrangulamento nas estações já saturadas e levar transporte eficiente aos locais onde não há condições técnicas e financeiras para que haja um sistema de trilhos. Mesmo onde não haja possibilidade de corredores de ônibus, faixas exclusivas e melhor cuidado com as vias por onde os coletivos trafegam já melhoram a qualidade dos serviços.


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