terça-feira, 12 de agosto de 2014

Tarifas – Prepare o bolso para depois das eleições, alertam analistas ouvidos pelo BC

ônibus


Prepare o bolso para depois das eleições
Analistas consultados por pesquisa do Banco Central preveem altas em tarifas de ônibus e de outros serviços públicos
A inflação não se afastou da tendência de alta, mas para o ano que vem tem mais.
E o maior peso no bolso do trabalhador será pelas tarifas controladas pelo poder público, como de ônibus, telecomunicações, energia elétrica e o preço dos combustíveis.
Analistas de mercado ouvidos pela Pesquisa Focus, do Banco Central, acreditam que depois das eleições, no ano que vem, os preços de produtos e serviços controlados pelo Governo Federal, estados e municípios devem ter alta de 7% em média.
Mas algumas tarifas podem ter reajustes maiores ainda.
É o caso das passagens de ônibus, muitas sem aumento desde 2011 e 2012. Apenas algumas cidades têm aplicado aumentos neste ano.
Em 2013, diversas cidades aumentaram o valor das tarifas de transportes, mas após as manifestações em junho, muitas voltaram aos patamares anteriores.
Alguns sistemas, como da Capital Paulista, aumentaram os subsídios às empresas de ônibus.
Mas não vai dar mais para segurar a conta para o ano que vem.
As cidades têm altos índices de endividamento e com o desaquecimento da economia brasileira, também caem a movimentação financeira e a arrecadação de diversos municípios. Não será mais possível bancar subsídios.
As empresas de ônibus também estão vendo seus gastos aumentando enquanto as tarifas não sobem. Houve reajustes no diesel, nos lubrificantes, salários de motoristas e cobradores e no valor dos veículos.
As compras de ônibus novos neste ano estão desaceleradas.
Já o Banco Central prevê que a média dos preços administrados e controlados terá um aumento de 6% em 2015.
Por falta de uma política econômica que controle de fato a inflação, que pode estourar o limite da meta de 6,5%, o Governo Federal tem feito uma política de controle de preços e adiou vários aumentos, o que não deve ser possível mais em 2015. Neste aspecto, as manifestações de junho até ajudaram o Governo.
Os preços administrados ou controlados, como as tarifas de ônibus, trem, metrô, gás, eletricidade, água, etc, têm peso significativo no IPC-A – Índice de Preços ao Consumidor Amplo: 25%.


Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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