sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Para garantir pontualidade na madrugada, prefeitura de São Paulo remunera por veículo e não por passageiro



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Empresas e cooperativas com linhas da madrugada passam a ganhar por frota e não por passageiro em São Paulo
Expectativa da SPTrans é que no primeiro semestre de 2015 média de passageiros por mês atinja 900 mil pessoas transportadas

As empresas e cooperativas de ônibus que operam linhas ou serviços na madrugada passam a receber por veículo colocado nas ruas e não por passageiro transportado, como é o que ocorre na faixa habitual de horário de operação do sistema na Capital Paulista.
O objetivo da prefeitura é garantir maior oferta de transportes em horários que o metrô não funciona, aumentar o número de linhas noturnas e garantir confiabilidade dos serviços para evitar que as empresas e cooperativas deixem de realizar viagens no horário considerado menos lucrativo.
Em entrevista ao repórter Caio do Valle , do jornal O Estado de São Paulo, a diretora de planejamento da SPTrans, Ana Odila de Paiva Souza, disse que a população e o poder público não devem esperar “boa vontade” das operadoras de transportes para que as partidas noturnas sejam cumpridas.
“Se formos pagar por passageiro transportado de madrugada, os operadores não vão ter muito boa vontade. Como é uma meta da prefeitura você ter uma cidade funcionando 24 horas por dia, o custo disso é da Prefeitura” – disso ao jornal.
Ela cita o exemplo das 12 linhas colocadas experimentalmente para operar de madrugada. Segundo a diretora, 99,8% das viagens foram cumpridas.
Além da remuneração, a maior quantidade de ônibus reservas com motorista e cobrador disponíveis e o trânsito em melhores condições que nos horários habituais são fatores que contribuem para o cumprimento das partidas.
A meta da prefeitura, que deveria ser cumprida neste ano, é criar 140 linhas de ônibus noturnas.
Os itinerários estruturais terão intervalos de 15 minutos. São linhas que percorrem o trajeto do metrô, operam em corredores de ônibus ou ligam terminais.
Já as linhas circulares, que ligam bairros, devem ter intervalos de 30 minutos. Elas devem ser operada por veículos menores, de cooperativas.
Com maior oferta, a estimativa é que a demanda também aumente.
A SPTrans estima que no primeiro semestre de 2015, o número de passageiros transportados na madrugada alcance uma média mensal de 900 mil pessoas. O número significa aumento de 30% em relação à demanda atual desta faixa de horário.
O aumento de linhas de ônibus na madrugada é apontado como essencial para atender às atuais necessidades da população já que as atividades econômicas e culturais que ocorrem na parte da noite registraram crescimento nos últimos anos.
Além disso, o metrô atualmente não possui condições técnicas de operar 24 horas por dia. Pela falta de ramais auxiliares nas atuais linhas, o metrô precisa parar na madrugada para manutenção, de acordo com a companhia do metropolitano.

Com informações O Estado de São Paulo

Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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