quinta-feira, 6 de novembro de 2014

São Paulo: Tarifas de ônibus não devem ter aumento em 2015, prefeitura gastará 14 bi para manter tarifas.



ônibus
Ônibus em São Paulo deve ter tarifa congelada em 2015

As tarifas de ônibus municipais não devem ter reajuste no próximo ano. É o que garantiu o diretor administrativo-financeiro da SPTrans, Denilson Ferreira, durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (5/11) na Câmara Municipal para discutir o Projeto de Lei (PL) 467/2014, do Executivo, que trata da peça orçamentária da capital paulista para 2015.
Para conseguir manter a tarifa de ônibus em R$ 3,00, a previsão é que a compensação tarifária seja de R$ 1,4 bi – valor semelhante ao orçado para este ano, que necessitou ainda de um aporte financeiro de pouco mais de R$ 300 milhões para equilibrar as despesas. “Esse aumento é consequência de um conjunto de políticas públicas que oneraram o sistema, como a implementação do Bilhete Único Mensal, que diminuiu a arrecadação mas aumentou a utilização do transporte público, e também a mudança na legislação, que reduziu a idade para 60 anos para a gratuidade no ônibus”, explicou Ferreira.
Apesar da necessidade de mais recursos neste ano, Ferreira afirmou que a implementação de novas tecnologias reduzirá os gastos e a compensação tarifária não terá aumento. “Estamos revendo todo o sistema de transporte, o que levará a uma nova licitação. Mas não está previsto nenhum tipo de aumento da tarifa nessa peça orçamentária para 2015, não foi discutido isso na SPTrans. O que ajudará a manter a mesma compensação tarifária será a modernização com a bilhetagem, e os novos corredores terão cobrança desembarcada (o usuário paga o ônibus antes de embarcar) e uma via para ultrapassagem, o que aumentará a velocidade dos veículos”, sinalizou.
O relator do projeto, vereador Ricardo Nunes (PMDB), acredita que seria necessário prever mais recursos para compensação tarifária. “O representante da SPTrans nos explicou que as reformas farão com que a verba seja suficiente. Mas tenho essa preocupação, já que neste ano foi necessário um suplemento de R$ 300 milhões. Se isso for necessário, deveremos aportar do orçamento”, adiantou.
Durante a audiência pública, os participantes questionaram o fato de se cobrar pelo cartão do Bilhete Único. “Agora temos que pagar pelo bilhete e o serviço não está bom, tem menos ônibus circulando pela cidade”, falou o presidente da Associação Arte e Artesão, Carlos Henrique Cardoso.
O diretor da SPTrans explicou que a cobrança de R$ 3 pela cartão é feita apenas quando a venda é realizada nos metrôs. “O cartão passou a ser cobrado, mas a gratuidade continua para aqueles que entram no nosso site e preenchem o cadastro corretamente. Isso foi necessário porque a pessoa esquecia o cartão em casa e pegava outro e isso estava gerando uma ineficiência no sistema de transporte público”, explicou Ferreira.
O orçamento total da secretaria de Transporte é de R$2 bilhões.“Entendo que o recurso previsto para o próximo ano não é suficiente. Mas o representante da secretaria afirmou que modernidade vai gerar uma economia de R$ 800 milhões, vamos ver como será essa economia”, disse o presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, vereador Milton Leite (DEM).
Ciclofaixa
A diretora da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Maria Lucia Begalli, garantiu que para o próximo ano estão previstos mais 200 quilômetros de ciclofaixas em São Paulo. “Estamos elaborando os projetos e ao longo da implementação algumas podem ser revistas, mas a nossa meta é entregar 200 quilômetros em 2015”, afirmou.

Agência da Câmara de São Paulo


Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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