terça-feira, 25 de novembro de 2014

Taboão da Serra: Sem cobrador em seus coletivos viação de ônibus oferece risco aos passageiros

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Usuários do transporte público municipal em Taboão da Serra 
chegaram a se mobilizar por meio da internet. Foto: Anderson Dias 

O transporte municipal de Taboão da Serra, há vários anos deixou de ter cobradores em seus coletivos, e os motoristas passaram a desempenhar duas funções, dirigir, receber a passagem e passar o troco ao mesmo tempo, o que pode atrapalhar a atenção dos profissionais, e oferecer riscos aos passageiros. Esse caso já foi bastante criticado por toda a população da cidade, mas nenhuma medida foi tomada até então.

Há exatos 2 anos atrás, o Ministério Público (MP) de Taboão da Serra foi convidado a se posicionar sobre a ausência do cobrador nos ônibus circulares da Viação Pirajuçara. O assunto foi debatido com frequência em 2012, na Câmara Municipal da cidade pelo vereador José Aparecido Alves, o Cido (DEM), autor do ofício que pede o posicionamento do MP sobre o tema. Ele pretendia que o órgão exigisse a contratação de cobrador para atuar nas linhas circulares. “É um absurdo que essa função tenha sido extinta em Taboão, o cobrador tem um papel de importância nos ônibus”, disse Cicero Lima, morador do centro do Taboão.

Usuários do transporte público municipal em Taboão da Serra chegaram a se mobilizar por meio da internet, pedindo a contratação de cobradores para atuar nas linhas circulares do município. Uma petição virtual ansiava coletar o maior número possível, de assinaturas para trazer de volta aos coletivos, os cobradores, que há tempos deixaram de atuar em veículos da viação Pirajuçara/Fervima. “Não concordo com a falta de cobradores, as vezes as filas ficam enorme em dias de chuva, por conta da barreira que se forma na entrada dos ônibus”, disse Jéssica Alves, moradora do Parque Pinheiros.

Na ocasião a justificativa apresentada aos promotores, o vereador Cido citava a lei 2.014/2010, que determina o recuo da catraca dos ônibus circulares da cidade para a parte traseira do veículo. A medida obrigaria a contratação do cobrador, mas não chegou a entrar em vigor porque, a prefeitura ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) alegando vício de iniciativa. “Sem o cobrador tudo fica mais devagar, o coitado do motorista é obrigado a fazer dois papeis”, disse Álvaro Brassan, morador do Intercap.



Fonte: Jornal Na Net, por Anderson Dias |

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