quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Prefeitura deve organizar grupo para as tensas discussões sobre tarifas de ônibus

ônibus
Ônibus em São Paulo. Negociações entre prefeitura, empresários de ônibus e movimentos sociais a respeito da nova tarifa em São Paulo devem ser tensas. Haddad promete criar grupo de debate. Foto: Adamo Bazani.
Prefeitura de São Paulo deve organizar grupo de discussão para definir tarifa de ônibus
Debate deve ser formalizado após a entrega do relatório da Ernest & Young sobre as contas no sistema de transportes da cidade. Negociação com empresas de ônibus deve ser tensa
A prefeitura de São Paulo deve organizar uma espécie de conselho entre membros do poder público, técnicos e representantes de empresas de ônibus da cidade de São Paulo para discutir o novo aumento da tarifa municipal.
Apesar de o assunto já ser tema nos bastidores tanto da administração como do setor de transportes, o debate deve ser oficializado a partir da próxima semana, quando será entregue o relatório final feito por R$ 3,9 milhões pela empresa Ernest & Young , que auditou as contas no sistema de ônibus da cidade.
Haddad não descarta, após o resultado da auditoria, rever a margem de lucro das empresas de ônibus e espera encontrar dificuldades na negociação com o setor.
Além disso, entidades como o MPL – Movimento Passe Livre pretendem pressionar o poder público. Na semana passada, o movimento que organizou parte das manifestações de junho de 2013, lançou um comunicado mostrando-se contra qualquer aumento das tarifas, defendendo o congelamento dos valores em R$ 3,00.
Neste ano, a prefeitura de São Paulo deve pagar R$ 1,7 bilhão em subsídios por causa do congelamento da tarifa desde 2011 (em 2013 o preço ficou por alguns dias em R$ 3,20), de gratuidades e pelas novas modalidades de Bilhete Único. Se a tarifa continuar congelada em 2015, estes subsídios podem passar para R$ 2 bilhões.
A perspectiva é que a tarifa no ano que vem suba para R$ 3,40 ou R$ 3,50. Este valor ainda necessitaria de subsídios. Se fosse aplicada a inflação acumulada desde 2011, a passagem subiria em janeiro de 2015 para R$ 3,70.
Para se precaver nas negociações, que devem ser tensas, as empresas de ônibus já contrataram a consultoria Fipecafi – Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuariais e Financeiras. Os profissionais desta empresa devem travar debates com os auditores da Ernest & Young.

Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sugestão, Reclamações, Elogios, Comentários e Perguntas