sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Agora ministro do governo PT, Kassab promete R$ 14 bi para São Paulo


Kassab e Haddad
Antes desafetos, Kassab, agora ministro do governo petista, e Haddad, prefeito pelo mesmo partido se reúnem. Governo federal deve liberar R$ 14 bi do PAC para drenagem, infraestrutura, habitação e transportes. Foto: Daniel Teixeira/Estadão.

Agora ministro do governo PT, Kassab promete R$ 14 bi do PAC para São Paulo
Parte destes recursos vai ser usada para a meta de construção de 150 quilômetros de corredores de ônibus
Ex apoiador de José Serra, do PSDB, o ex prefeito de São Paulo, aliou-se ao PT e agora, como Ministro das Cidades do Governo Dilma Rousseff, prometeu ao prefeito Fernando Haddad a liberação de R$ 14 bilhões do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento para áreas como transportes, infraestrutura e habitação.
Antes da nomeação por Dilma, Kassab e Haddad trocaram farpas, principalmente no que diz respeito aos problemas da cidade.
Para se ter uma ideia, em novembro de 2013, Haddad disse que encontrou a administração paulistana numa situação de “descalabro” ao se referir a situações que ocorreram durante a gestão de Kassab, em especial à máfia do ISS.
Kassab respondeu e disse que “descalabro era o primeiro ano de gestão de Haddad”.
Por ordem do PT nacional, as ideologias e disputas foram deixadas de lado e ontem, em reunião com Kassab, Haddad foi muito amigável.
Ele disse que este dinheiro do PAC prometido pelo ex-prefeito e agora ministro vai ser usado em diversas frentes, inclusive para a construção dos 150 quilômetros de corredores de ônibus, a maior parte de trânsito rápido – BRT, uma das principais bandeiras da campanha do atual prefeito.
“Passamos em revista todo o plano de obras. Temos o PAC Mananciais, herança da administração anterior que foi incluído na fase 3 do PAC; 11 frentes de obras de drenagem que estão em licenciamento, já com autorização da Caixa para licitação; 150 km de corredores, sendo 100 km já licitados; e as 55 mil unidades habitacionais para as quais já temos terra e financiamento reafirmado pelo ministro Kassab. São R$ 14 bilhões em investimentos do governo federal e esperamos estar com tudo em obras até o final de junho”, disse Haddad.
Kassab também foi muito amistoso e disse que a reunião com Haddad foi proveitosa para dar continuidade aos atuais projetos e iniciar outros para a “melhoria da qualidade de vida” em São Paulo.
Independentemente de politicagem, o que o paulistano quer é ver prontos os corredores de ônibus, que tanto vão ajudar a mobilidade urbana na Capital, as obras de drenagem e a redução do déficit habitacional.
Um fato, no entanto, cada vez mais é certo: o que os políticos dizem, não pode ser tomado como “palavras de honra” e ideologias parecem ser algo fora de moda.
Na área de mobilidade urbana aparentemente esta característica da política parece ter virado crônica. O “Fura – Fila”, hoje Expresso Tiradentes, teve várias datas de promessas para conclusão em várias gestões, o monopólio dos transportes em Mauá nunca mais voltaria nas palavras do prefeito Donisete Braga, mas voltou, e todos os ônibus do Rio de Janeiro teriam ar-condicionado até 2016, agora o prazo pode ser postergado. Isso sem contar que a Copa do Mundo deixaria um grande legado de mobilidade, área que registra ainda o maior número de obras inacabadas.

Fonte:  ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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