quinta-feira, 23 de abril de 2015

Irregularidades na mudança de cooperativas para empresas são investigadas pelo MP em São Paulo

coopertivas empresas
Ônibus de empresa que era cooperativa. Ministério Público
 investigairregularidades na mudança de pessoa
jurídica de nove companhias.
ADAMO BAZANI – CBN
Com informações de O Estado de São Paulo
Ministério Público investiga irregularidade em ex-cooperativas
Segundo o órgão, há a suspeita de que estas cooperativas se tornaram empresas sem capacidade técnica.





Ao menos nove empresas de ônibus que antes eram cooperativas na cidade de São Paulo são investigadas pelo MPE – Ministério Público Estadual por irregularidades na mudança de pessoa jurídica.
Indícios levantados pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público mostram que as ex-cooperativas não possuem capacitação técnica e viabilidade econômica para atuar como empresas.
A investigação começou a partir do depoimento de uma testemunha, que está em proteção, sobre as suspeitas de participação da facção criminosa PCC – Primeiro Comando da Capital nas cooperativas ao Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público.
A testemunha afirmou que a Allianz Transportes, que era a Cooperativa Paulistana, assinou um contrato de R$ 90 milhões com a prefeitura sem apresentar capacidade para manter este contrato.
Assim, de acordo com o Ministério Público, as ex-cooperativas não teriam condições de ser empresas e seguir determinações do poder público, como renovação e qualificação de frota.
As cooperativas foram orientadas pelo próprio secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, a se transforarem em empresas para participar da licitação do sistema da cidade, cuja consulta pública ao edital deve ser aberta em maio.
Operando o sistema local, de linhas de bairro, as cooperativas foram criadas em 2003 a partir de transportadores clandestinos, no governo de Marta Suplicy, quando Jilmar Tatto também era secretário da mesma pasta.
Para o sistema de ônibus que deve ser implantado após a licitação, o modelo de cooperativa não será mais aceito.
A mudança não agradou todos os cooperados. Outra testemunha, ouvida pelos promotores, disse que na antiga Unicoopers, hoje empresa Transcap, os membros foram avisados em assembleia sobre criação da companhia. Quando alguns se manifestaram de maneira contrária foram ameaçados pelos diretores que disseram se eles teriam coragem de reclamar sobre isso ao PCC.
OUTRO LADO:
A Allianz Transportes afirmou que possui capacitação técnica, que as acusações são infundadas e que atendeu a todas as exigências para transformação de cooperativa para empresa.
A SPTrans – São Paulo Transporte disse que os contratos emergenciais assinados com as cooperativas que se tornaram empresas são legais e que todas as análises técnicas, financeiras e jurídicas foram realizadas pelo poder público.
A Transcap não respondeu.
Com informações de Felipe Resek e Rafael Italiani, de O Estado de São Paulo

Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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