quarta-feira, 20 de maio de 2015

SPTrans: Motoristas e cobradores de São Paulo aceitam proposta e não farão greve

Motoristas e cobradores de ônibus de São Paulo aprovaram, em assembleia, a proposta de reajuste de 9% das empresas de transporte e decidiram não entrar em greve. A assembleia reuniu cerca de 3.300 pessoas, segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviário Urbano de São Paulo. A entidade representa 40 mil trabalhadores. A estimativa da Polícia Militar (PM) é que 500 pessoas estavam no local.

A proposta aprovada inclui, além de reajuste salarial de 9%, aumento no vale-refeição de 16,1% e participação nos lucros e resultados de R$ 1 mil. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de SP (SPUrbanuss) deverá apresentar ainda, em até 45 dias, um plano de cargos e salário para o setor de manutenção, que inclui mecânica, funilaria, borracharia, tapeçaria entre outras, segundo informou o presidente do Sindicato dos Motoristas, Valdevan Noventa.
Antes da votação, as falas da diretoria, em cima do carro de som, indicavam uma inclinação a favor da proposta. O presidente ressaltou que, em uma negociação, se cede de um lado e se ganha em outro. “Será que [uma greve] traria resultados positivos? Gostaria de estar aqui dizendo que conseguimos o teto em todas as questões, mas é uma negociação”.
Noventa disse que a assembleia é importante para que todos os trabalhadores estejam informados e cientes da proposta. “A direção do sindicato teve o aval dos trabalhadores para aprovar essa proposta. A importância da assembleia é que você deixa tudo esclarecido, na transparência. Os trabalhadores estavam aqui conscientes do que era melhor para eles”, disse.
Com a nova proposta, os funcionários da manutenção, que antes tinham apenas uma folga por semana, terão duas. Daqui a cinco meses, haverá ainda uma discussão sobre diferenciação salarial para motoristas de ônibus articulados, biarticulados e trólebus (ônibus elétrico).
Noventa disse que a proposta, a qual considerou uma conquista, foi uma luta exclusivamente dos trabalhadores. “O setor empresarial teve duas propostas reprovadas pelos trabalhadores, em nenhum momento o Poder Público participou, interveio nessas questões, foi a mobilização dos trabalhadores que fez com que nós tivéssemos avanço”.
No dia 12 de maio, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação de duas horas para protestar contra o baixo reajuste oferecido pelas empresas, de 7,21%. Na segunda-feira, trabalhadores da área de manutenção de algumas garagens também fizeram paralisação.
Fonte: Agência Brasil

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