quinta-feira, 30 de julho de 2015

SÃO PAULO: Metrô rescinde contratos para construção de estações da linha 4 Amarela

A Secretaria de Transportes Metropolitanos confirmou nesta manhã que o Governo do Estado de São Paulo rescindiu os contratos com o Consórcio Isolux Córsan-Coviam para construção de estações da linha 4 Amarela do Metrô.

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De acordo com Secretaria de Transportes, consórcio cometeu
 diversas irregularidades
A rescisão foi formalizada nesta quarta-feira, dia 29 de julho.
Segundo o poder público, o consórcio cometeu irregularidades como abandono de obras, não cumprimento de prazos, e não pagamento às empresas subcontratas.
As multas ao consórcio podem chegar a R$ 23 milhões.
Eram dois lotes de obras: A construção das estações Higienópolis-Mackenzie, Pátio e Terminal de Ônibus Vila Sônia, totalizando R$ 173 milhões  e a construção das estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, além de um túnel de 1,5 km na direção de Taboão da Serra. Este segundo lote custaria cerca de R$ 500 milhões.
A segunda fase de expansão da linha 4 Amarela teve os contratos assinados em 2012 e entre todas as intervenção, teria custo total de R$ 1,8 bilhão. Somente a estação Fradique Coutinho foi entregue. O plano de expansão da linha foi afetado, segundo o Governo do Estado, devido às irregularidades O Banco Mundial, que financia as obras, chegou a rescindir para a construção das estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, mas tinha mantido para as estações Higienópolis-Mackenzie e Vila Sônia, que agora foi rescindido também.
O consórcio pode recorrer judicialmente, mas alegou não ter capacidade financeira e interesse.
Em nota, o Consórcio Isolux Córsan-Coviam afirmou que não foi o governo do estado de São Paulo que pediu a rescisão dos contratos, mas as próprias empresas.
O consórcio informou que há duas semanas pediu, em carta, ao poder público estadual a regularização de aditivos e a entrega de projetos executivos,  mas, segundo as empresas, não houve resposta. Para o consórcio, há “limitações gerenciais” no Metrô de São Paulo.
“Como não houve nenhuma manifestação do Metrô, reforçando as limitações gerenciais daquele órgão, a empresa tomou a decisão de pedir a rescisão do contrato e encaminhar a questão para um processo de arbitragem. Isto também significa que nenhuma multa foi aplicada” – diz nota do Consórcio Isolux Córsan-Coviam.
O Governo do Estado deve fazer uma nova licitação que deve durar mais seis meses. As obras devem ser retomadas somente em 2016. A conclusão deve ser entre o segundo semestre de 2017 e 2018.

Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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