segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Secretário pede mais uma semana e ônibus do subsistema local não devem parar na terça-feira

Donos de empresas formadas nas áreas onde operaram as cooperativas pedem reajuste nos contratos de 11,82%

Ônibus do subsistema local. Funcionamento será normal na próxima semana, mas ainda há impasse.
Ônibus do subsistema local. Funcionamento será normal na próxima semana, mas ainda há impasse.
Terminou há pouco a reunião entre donos de empresas de ônibus do subsistema local, formadas a partir de cooperativas, e o secretário de transportes, Jilmar Tatto.
O secretário pediu mais uma semana para analisar a reivindicação dos empresários que pedem reajustes nos contratos de 11,82%, conforme acertado em julho. A prefeitura havia anunciado na semana passada que o reajuste seria de 6,28% por causa da redução da arrecadação na cidade.
Os donos destas empresas ameaçaram não colocar os veículos nas ruas a partir de 1º de setembro, terça-feira, o que afetaria aproximadamente 3 milhões de pessoas.
Segundo empresários que estiveram na reunião, o secretário não falou em índices.
Agora, os donos de ônibus prometem parar dia 8 de setembro se não houver uma proposta melhor que os 6,28% que, segundo eles, não seriam suficientes para cobrir os custos de operação.
Os empresários devem na segunda-feira formalizar o pedido de 11,82% na prefeitura.
De acordo com o mais recente dado sobre demanda da SPTrans – São Paulo Transporte, entre janeiro e julho deste ano, o subsistema local transportou 703 milhões 886 mil 376 passageiros. Já o subsistema estrutural atendeu a 952 milhões 962 mil 814 passageiros. Nos sete primeiros meses deste ano, os ônibus municipais de São Paulo tiveram 1 bilhão 656 milhões 849 mil 190 registros de passagens.
Da atual frota de 14 mil 778 ônibus, 8 mil 844 são do subsistema estrutural e 5 mil 934 do local.
O subsistema estrutural é formado pelas empresas de ônibus que operam linhas e veículos de maior porte, por exemplo, e ligam diferentes regiões da cidade ao centro.
Já o subsistema local é operado por empresas que antes eram cooperativas, principalmente dentro das regiões. A mudança da estrutura de cooperativa para empresas se deu por causa da licitação dos transportes na cidade, que está em fase de consulta pública.  O novo modelo de transportes proposto para os próximos 20 anos em São Paulo não contempla mais as “cooperativas de lotação”.

Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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