sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Obras de mobilidade: 69% que tinham recursos previstos pelo PAC sequer saíram do papel

Já entre as obras que começaram e estão paradas, o total é de 48%, como o corredor de ônibus da Radial Leste

pac
Obras de mobilidade estão atrasadas, mesmo com liberação de recursos. Algumas vias poderiam ter transportes mais rápidos. Foto apenas ilustrativa
Antes mesmo dos cortes de liberações de verbas do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento por causa da recessão econômica brasileira, as obras de mobilidade seguiam num ritmo bem insatisfatório, apesar de recursos já garantidos.
Relatório do TCU – Tribunal de Contas da União, entregue ao Congresso depois de pedido da deputada federal Clarissa Garotinho mostra que de 378 obras previstas no PAC da Mobilidade com recursos de R$ 29 bilhões já reservados, 69% sequer saíram do papel.
Devido ao alto índice de obras nesta situação, o TCU então separou as obras que já tiveram início e o resultado foi decepcionante também: 48% estão atrasadas ou foram paralisadas, somando 55 obras.
Além disso, há obras que foram iniciadas e paralisadas, muitas delas depois de algum problema, que somam 20%. São as obras “iniciadas sem medição”, como um trecho do Corredor de Ônibus da Radial Leste, na Capital Paulista.
Segundo o Ministério das Cidades, há uma carteira de investimentos de R$ 153,5 bilhões para obras de mobilidade e transporte e que 33 empreendimentos já foram concluídos.
Agora com as restrições orçamentárias, por causa do ajuste fiscal, a pasta diz que tenta achar soluções em parceria com os estados e municípios para diminuir os atrasos.
Entre os problemas para os atrasos de obras com recursos garantidos estão a falta de qualidade de projetos e as dificuldades de governos locais para iniciarem as obras.
O PAC só libera as verbas depois que as cidades e estados iniciarem as intervenções. Com problemas de orçamento, com dívidas com a própria União e queda de arrecadação, os governos locais não conseguem dar início a obras como corredores de ônibus e metrô, por exemplo. Há também problemas em relação às desapropriações, que o governo federal não pode interferir diretamente que influenciam no começo das intervenções.
Em relação ao PAC Pavimentação, 68% das obras não começaram, 10% têm atrasos e 5% começaram e estão atrasadas. O total previsto de recursos é de R$ 10 bilhões.
O PAC Emendas Parlamentares para Transportes tem disponíveis R$ 16 bilhões: 44% das obras estão paradas ou sequer começaram e o TCU não informou a situação atual de 35% do total.
Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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