segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Investimentos em transportes pelo Governo de São Paulo devem ser 21,4% menores em 2016

Cortes devem afetar melhorias na CPTM e expansão do metrô e de corredores de ônibus metropolitanos.

cptm
Trem da CPTM. Atribuindo dificuldades financeiras à crise econômica, Alckmin vai reduzir investimentos em transportes metropolitanos no ano que vem.
Os investimentos em transportes metropolitanos por parte do governo do estado de São Paulo devem ter um corte de 21,4% em 2016 na comparação com o orçamento previsto neste ano.
É o que revela proposta do Orçamento de 2016 enviada pelo governador Geraldo Alckmin à Assembleia Legislativa. O governo do estado atribuiu o fato à crise econômica do País, que reduz a movimentação financeira e a arrecadação, e às dificuldades de liberação de recursos federais para as obras.
Em 2015, a previsão foi de investimentos de R$ 6,6 bilhões para linhas de metrô, para os trens da CPTM e para corredores de ônibus metropolitanos. Nem todo este valor foi utilizado.
Já para 2016, a previsão que consta no Orçamento é de R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 3,1 bilhões para o Metrô, R$ 1,6 bilhão à CPTM e o restante para corredores de ônibus e outras intervenções para mobilidade metropolitana.
O total de investimentos, tanto para obras de mobilidade como para outras áreas, vai cair 14,6%. Em 2015, a previsão era de investimentos na ordem de R$ 26,4 bilhões e para 2016, serão R$ 24,5 bilhões.
No entanto, em julho o governo já refez as contas e reduziu as previsões para este ano de R$ 26,4 bilhões para R$ 22 bilhões. Por isso que a equipe de Alckmin diz que no ano que vem os investimentos gerais serão 11% maiores, porque compara com o valor reduzido neste ano e não com o orçamento original.
As receitas do estado de São Paulo para 2016 serão 5,5% menores, somando R$ 206,9 bilhões atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
Alckmin coloca no orçamento uma previsão de conjuntura econômica para 2016 mais otimista que o próprio Banco Central do Brasil. Na previsão do governo do estado, a estimativa de inflação do ano que vem é de 5,51% com uma queda no PIB – Produto Interno Bruto de 0,4%. Já relatório da equipe do Banco Central, divulgado nesta semana trabalha com a previsão de queda do PIB em 1% e inflação em 5,87%.
Algumas áreas em São Paulo, no entanto, devem receber mais recursos, como Educação com elevação de 64%, Saúde, com alta de 6,4% e recursos hídricos, que deve ter repasses aumentados em 1%.
Fonte: ,por: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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