sexta-feira, 13 de novembro de 2015

EMTU quer desapropriar imóveis na Autonomistas do Km 21 e à Vila Yara

Valores somam R$62 milhões, quase o total das obras desse
segmento, que tem investimentos de R$80 milhões 



Para implantar o trecho final do Corredor Oeste,

 entre o Km 21 e o terminal da Vila Yara, em Osasco,
 a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) 
vai desapropriar imóveis ao longo da avenida dos 
Autonomistas. De acordo com o presidente da 
companhia estadual,Joaquim Lopes, o corredor de ônibus
será construído no canteiro central da via. Mas, para isso,
será necessário alargar as pistas, o que só será possível
 por meio de desapropriações. “Elas serão pontuais, 
pegando parte dos imóveis, em um trecho de 7 quilômetros, no qual também
vamos construir 7 paradas de ônibus”, explicou.

Lopes forneceu detalhes do projeto na manhã de ontem, quando foi recebido,

em Carapicuíba, pelo prefeito Sergio Ribeiro, para vistoria nas obras que integram o trecho do
Corredor que corta a cidade, incluindo os terminais do Km 21 e do Centro e também 
alças de acesso ao Tamboré. O trecho de Osasco é o único, entre os quatros que formam o corredor, que vai de Itapevi ao terminal da Vila Yara, na divisa com São Paulo, que ainda não saiu do papel. Segundo ele, o projeto está em fase de licenciamento e a previsão é de que o edital para contratação dos trabalhos seja lançado em abril.

Lopes não informou quantos imóveis serão desapropriados, mas destacou que o alto custo dessas operações levou a alterações no projeto e que, atualmente, o Estado busca financiamentos para custeá-las. “Inicialmente, nossos técnicos fizeram um estudo que apontava desapropriações de imóveis inteiros. E, como essa é uma área cara, o custo seria de R$90 milhões. Para se ter uma ideia, isso é mais do que o investimento nas obras, que soma R$80 milhões. Pedimos então para fazer um estudo considerando desapropriações parciais e baixamos para R$62 milhões. Já temos o recurso para a obra. Agora, temos que viabilizar os recursos para ao desapropriação”, completou. Ele também falou sobre os atrasos registrados nas obras dos demais trechos, que enfrentam problemas que vão desde a rescisão de contratos até processos de desapropriação. No de Itapevi a Jandira, somando 5 quilômetros, as obras, que foram as primeiras a sair do papel, em 2012, estão paradas há 10 meses, após segunda quebra de contrato. “Esperamos assinar o novo contrato nos próximos dias e iniciar as obras ainda este ano. Elas devem demorar 12 meses para ser concluídas”, explicou.



Já o terminal do Km 21, que integra o terceiro trecho, entre o Centro de Carapicuíba e o bairro do Km 21, e que deveria estar pronto em julho, agora será entregue em setembro de 2016. No segundo trecho, entre Jandira e Carapicuíba, a previsão de entrega é no 1º semestre do próximo ano. O Corredor Oeste completo, orginalmente chamado de Itapevi-Butantã, soma 16 quilômetros e tem R$315 milhões em investimentos, entre recursos do governo do Estado e financiamento federal, pelo PAC. Ele vai integrar as linhas intermunicipais de ônibus com as estações de trem da região.

Inicialmente, o projeto previa também conexão com a estação Butantã do Metrô, na Capital, mas esse trecho foi descartado.“A ligação com São Paulo já está garantida na Vila Yara. O que vamos fazer lá é a reforma, adequação e ampliação do terminal de ônibus, porque hoje os ônibus intermunicipais estão na rua. É tudo desorganizado. E estudos demonstraram que a maior demanda era mesmo para Vila Yara e não para o Butantã”, justificou.


Fonte: webdiario.com.br, por: Erica Celestini

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