quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

São Paulo: Tarifa de ônibus, Metrô e trem vai subir para R$ 3,80

Passagens unitárias vão de R$ 3,50 para R$ 3,80 a partir de 9 de janeiro.

Reajuste foi feito por Haddad e Alckmin e é menor do que a inflação.

O prefeito de São Paulo, Fernando
Haddad (PT), e o governador Geraldo
 Alckmin (PSDB) decidiram reajustar as
 tarifas de ônibus, metrô e trem a partir
 de 9 de janeiro de 2016. A informação foi
 confirmada nesta quarta-feira (30) pelo 
Bom Dia São Paulo.

O bilhete unitário foi reajustado em 8,57%,
 passando dos atuais R$ 3,50 para R$ 3,80.
A tarifa com integração entre ônibus e 
trilhos aumentou de R$ 5,45 para R$ 5,92.
 As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem
congeladas.

O reajuste é menor do que a inflação acumulada no período, de 10,49%,
 segundo o IPC-Fipe.

O último aumento ocorreu em janeiro deste ano, quando Haddad autorizou que tarifa
dos ônibus subisse de R$ 3 para R$ 3,50 após ficar mais de um ano congelada.
 Dias depois,
 Alckmin aumentou as passagens de trens e metrô para o mesmo valor.
O Movimento Passe Livre (MPL) fez protestos contra o reajuste.

Em 2013, o aumento das tarifas do transporte público geraram protestos em junho
 de 2013, se espalhando para todo o país. As manifestações fizeram o prefeito e o
governador de São 
Paulo recuarem do reajuste de R$ 3 para R$ 3,20 naquele ano.

Subsídio
Em outubro, a Prefeitura de São Paulo publicou um decreto aumentando os subsídios
pagos às empresas de ônibus em R$ 144 milhões. 
Os valores são compensações tarifárias previstas em contrato e que servem para
“indenizar” as empresas pelo transporte de pessoas que não pagam a tarifa. 
É o caso dos estudantes, que desde o início do ano podem fazer viagens totalmente
gratuitas, e de aposentados.
Os R$ 144 milhões foram retirados de projetos tidos como prioritários pela gestão
Fernando Haddad (PT), como a construção e a modernização de corredores e
terminais de ônibus, que vão perder R$ 33 milhões. Outros R$ 14 milhões virão
da verba prevista para a construçãode moradias populares.

Remanejamento foi publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial do município.
Com a verba, a administração tenta resolver a dívida com as empresas de ônibus
 da cidade, que já chega a R$ 90 milhões.
A Prefeitura de São Paulo afirma que o Orçamento previsto anteriormente ficou
“aquém do total de subsídios” necessário. 
O Orçamento deste ano previu R$ 1,4 bilhão para esse tipo de compensação. 
Para 2016, o valor deve ser ainda maior. Segundo projeto de lei enviado pela 
Prefeitura à Câmara, a previsão é gastar R$ 1,9 bilhão no próximo ano.
A SPUrbanuss, que representa as empresas de ônibus da cidade, afirma que elas
estão enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos financeiros com
os funcionários e fornecedores.
Ressaltam, porém, que não haverá problemas com a operação.

"As empresas concessionárias esperam que essa situação se normalize o mais
rápido possível e asseguram que não haverá problemas com a operação normal
do serviço de transporte urbano."
No início de outubro, o prefeito negou que já tenha decidido sobre o possível
congelamento do valor da tarifa de ônibus. Haddad disse que tem feito uma
política metropolitana e que as decisões de aumento são tomadas em conjunto
com o governo do estado e demais municípios.

“Na verdade tem dois fatores que precisam ser considerados: primeiro, que a
gente tem feito uma política metropolitana que inclui inclusive o governo do 
estado, as decisões sobre tarifa de transporte público têm sido organizadas 
mediante conversas entre prefeitos e entre o prefeito e o governador. 
Então, as decisões têm sido tomadas na mesma data criando uma política 
metropolitana e não uma política casuística, em função de calendário ou de
 partidarização”, destacou.

Enquanto isso, a Prefeitura tenta contratar um novo serviço de ônibus para
substituir o atual.
Uma licitação foi lançada na última semana e tem previsão de abertura
de envelopes para o mês de novembro. 
A licitação vai alterar o funcionamento do serviço de ônibus da capital pelos
 próximos 20 anos e vai mudar também a forma como a remuneração é feita.

Uma das alterações diz respeito à satisfação do consumidor, que passará a ser
levada em conta nos valores repassados às concessionárias.

Fonte: G1

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