quarta-feira, 1 de junho de 2016

Greve do Metrô em São Paulo é descartada

Decisão foi tomada em assembleia na noite desta terça-feira
Não haverá greve de Metrô em São Paulo.

metro-quarta
A decisão foi tomada na noite desta terça-feira em assembleia no Sindicato dos Metroviários.
Os trabalhadores queriam inicialmente recomposição da inflação de 10,82% mais 6,59% de aumento real. A primeira proposta do Metrô foi de aumento de 7,5%. No decorrer das negociações, a Companhia do Metropolitano ofereceu o reajuste da inflação segundo o IPC-Fipe, de 10,03%, parcelado em duas vezes.
Em reunião na tarde desta segunda-feira no TRT – Tribunal Regional do Trabalho, os metroviários não aceitaram o parcelamento deste reajuste oferecido pelo Metrô.
Uma das propostas apresentadas pelo TRT, consiste em reajuste imediato de 7,5% para os salários e benefícios e o restante em outra parcela até completar os 10,03%.
Antes da assembleia, o Metrô ofereceu a primeira parcela de 7,5% de aumento retroativo a 1º de maio, o que foi aceito pelos trabalhadores.
O sindicato representa os trabalhadores das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô e do trecho de 2,9 quilômetros do monotrilho 15-Prata.
Já a linha 4 – Amarela é operada pela iniciativa privada.
O Metrô atende 3,8 milhões de pessoas por dia e as linhas do governo do estado reúnem 9 mil 447 funcionários.
Os metroviários do estado têm conseguido constantemente ganhos reais nos salários em relação à inflação.
Nos últimos dez anos, os metroviários receberam reajustes acima da inflação em 9 deles,  sendo que em sete vezes, os metroviários tiveram reajuste acima dos aumentos da média nacional dos salários.
O piso salarial da categoria é de R$ 1.891, mas a média é de R$ 4.750.
Do quando de trabalhadores, 109 funcionários do Metrô recebem salários maiores do que o Estado determina para diretores da empresa, ganhando por mês R$ 21,7 mil e R$ 35 mil. Os supersalários resultam num custo mensal de R$ 35 milhões em uma folha de pagamento total R$ 1,7 bilhão.
O teto do salário de um diretor é de R$ 20,5 mil. Os cargos cujos funcionários recebem acima dos diretores são assessor técnico III”, “especialista III”, “chefe de departamento” e “gerente”.
Estes supersalários também são beneficiados com os aumentos.
O Sindicato dos Metroviários também levanta bandeira contra eventual privatização das linhas.

Fonte: por: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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