Haddad volta a falar de aumento da tarifa de ônibus e licitação
Haddad
disse que vai aumentar tarifa de ônibus na Capital, mas diferentemente
da Região Metropolitana, índice não deve ser superior à inflação.
Prefeito também vai estudar nova licitação prevista para este ano para
definir os valores das tarifas e a data de aumento.
Segundo prefeito, certame será um dos fatores levados em consideração para reajuste. Diferentemente do que ocorreu no ABC Paulista e demais cidades da Grande São Paiulo, prefeito paulistano garantiu que reajuste não será acima da inflação.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta segunda-feira, dia 14 de janeiro de 2013, que a tarifa de ônibus em São Paulo será reajustada no primeiro semestre deste ano, mas negou que o reajuste deva ser imediato só porque a região metropolitana de São Paulo já registrou aumentos em diversos municípios.
Hoje, mesmo o Bilhete Único de São Paulo dando direito a integração entre ônibus, trem e metrô e possibilitando o uso de até quatro ônibus num período de três horas, é mais caro andar de transporte coletivo em cidades como Osasco, Taboão da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá e Ribeirão Pires. Congelada desde 2011, a tarifa em São Paulo é de R$ 3,00. Nestes outros municípios, onde houve aumentos entre dezembro e janeiro, a passagem de ônibus locais é de R$ 3,30.
Além das elevações dos custos de operação de transportes, Haddad diz ponderar outros fatores específicos da Capital Paulista, como a licitação dos serviços na cidade, que deve ocorrer no meio do ano.
“Apesar do fato de que toda região metropolitana já reajustou [tarifa], nós estamos fazendo os estudos porque nós temos uma licitação no meio do ano. Então, não quero tomar nenhuma decisão precipitada. Sempre lembrando que o reajuste jamais será superior à inflação acumulada no período, que é um compromisso de campanha. Nós tivemos reajuste em 2011 e se você tomar a inflação acumulada do período, o reajuste será sempre menor do que isso. Nós vamos nos esforçar para ser menor do que isso”, disse Haddad aos jornalistas ao visitar a exposição Couromoda, no Pavilhão do Anhembi.
O prefeito ainda não definiu se a licitação vai abranger todo o sistema, o que deve envolver mais de 15 mil ônibus, ou apenas os permissionários.
Os contratos da última licitação, assinados em 2003, vencem agora em 2013.
O desafio vai ser grande para a Prefeitura. Uma licitação que mude a estrutura dos transportes pode bater de frente com a postura de grandes empresários do setor, como José Ruas Vaz e Belarmino de Ascenção Marta que detém mais de 70% dos transportes de São Paulo.
Sobre os transportes complementares, a relação de Jilmar Tatto, secretário municipal de transportes, com presidentes de cooperativas de micro-ônibus é muito próxima, o que rendeu inclusive investigações por parte da Polícia e do Ministério Público na época que Jilmar era secretário da mesma pasta na gestão de Marta Suplicy, quando foi realizada a licitação de 2003 e criado o Bilhete Único.
O Ministério Público deve acompanhar de perto o certame para evitar possíveis favorecimentos.
INFLAÇÃO:
Ainda sobre a tarifa, diferentemente da Grande São Paulo, Haddad garantiu que o reajuste não será acima da inflação.
O reajuste que não ultrapasse a inflação é uma das promessas de campanha de Haddad para os transportes municipais, ao lado do Bilhete Único Mensal e dos 150 quilômetros de novos corredores.
Fonte:Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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