quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quase 500 acompanham reunião pública do Plano Diretor


Na noite de terça feira (5) aconteceu a primeira reunião pública que iniciou as discussões sobre a revisão do Plano Diretor de Cotia, que precisa ser feita até o próximo dia 2 junho. A corrida é contra o tempo, e como a Prefeitura, primeira responsável para encabeçar as reuniões ainda não se manifestou, a iniciativa partiu da sociedade civil organizada, representada por entidades e imprensa.
A ideia principal da reunião, liderada pelo instituto Vis Viva de Fomento Ambiental, presidido por Giba Marcelino, foi dar pontapé inicial nas discussões sobre o tema, conscientizar a população sobre a importância da participação e discutir os parâmetros do novo Plano Diretor.
“O objetivo maior é a construção dessa cidade com prioridade na preservação. Somos apenas mais uma espécie nesse planeta e não podemos colocar em risco as outras espécies em detrimento de nossa própria existência”, disse Wlad Farias, da organização não governamental Eco Existir ao abrir a reunião.

A reunião que iniciou com todas as cadeiras do plenário da Câmara  preenchidas, coisa rara nesse tipo de evento, teve transmissão ao vivo pela  internet no TV Câmara com link no cotiatododia  e interação com  o facebook, o que  garantiu a participação de quase 500 pessoas (público real e virtual).
Tuca Miramontes: OAB vai cobrar.
Nena:Cotia cresceu desordenadamente
Napolitano: único vereador que participou de toda a reunião
O público só dispersou durante a palestra apresentada pela Associação dos Arquitetos e Engenheiros de Cotia – AETEC feita pelo arquiteto Ricardo Cunha que trouxe um vídeo produzido em 2003, quando ocorreu o seminário temático da entidade com o tema plano diretor.
Nos vídeos, o urbanista e ex vereador de São Paulo Nabil Bonduki e o professor Cândido Malta, discorrem sobre a importância da elaboração do Plano Diretor de modo generalizado e sem foco para Cotia. E com áudio e vídeo de baixa qualidade, o público dispersou. Quem assistia pela internet também deixou de acompanhar a reunião que só não teve audiência zerada devido a conexão de jornalistas que acompanhavam a reunião no local e atualizavam seus perfis.
“Se pareceu monótono para algumas pessoas, essas pessoas tem pouca aptidão para discutir plano diretor", alfinetou Ricardo Cunha ao saber que o vídeo apresentado por ele estava sendo criticado pelos internautas.
O ponto alto da discussão ficou por conta da participação popular. A preocupação com o crescimento desordenado da cidade e o meio ambiente além do elevado número de empreendimentos imobiliários aprovados na cidade que não tem infraestrutura para tanto, dominaram as discussões e propostas.
Muito mais que fazer a revisão do Plano Diretor de Cotia, é necessário fazer um novo plano, começar do zero. “Cotia cresceu de forma desordenada e agora é hora de buscar o caminho para organizar a cidade”, disse o vereador e presidente da Câmara Marcos Nena, que participou apenas da primeira parte do evento, alegando outros compromissos. Mas ressalto a importância da participação do legislativo nesse processo.
O grande consenso entre os presentes é que o Plano Diretor em vigor, copiado da cidade de Guarulhos, é muito genérico e nunca foi concluído na prática pois nunca foram criados os planos setoriais como da Saúde, o Transporte e Mobilidade Urbana entre outros. Muito ainda há que ser feito.
Prefeitura e Câmara ausentes
Dos 13 vereadores da Câmara Municipal, além do presidente Marcos Nena que só participou do primeiro bloco, apenas o novato tucano Luís Gustavo Napolitano participou da reunião. Ele apresentou um estudo feito pela Emplasa com foco na região metropolitana de São Paulo e o desenvolvimento das cidades do entorno onde Cotia se encontra e diretamente sofre os impactos desse crescimento. “Como vereador, quero me oferecer a participar dos fóruns de discussão. Tudo tem que ser feito com cautela, metodologia e cuidado”.
Entre os membros do executivo, a única participação foi de Cristiano Freitas administrador regional da Granja Viana, que não se manifestou.
A ausência dos poderes públicos também foi alvo de críticas de internautas e do público presente. Giba Marcelino lembrou que eles não foram convidados oficialmente a participarem da reunião, o que não justificou e a ausência nem convenceu o público.

Conferência da Cidade
Ao usar a tribuna o representante do Instituto IDDUS - Instituto de Desenvolvimento de Direitos Urbanísticos e Sociais, o advogado Silvio Cabral lembrou que a prefeitura de Cotia tinha até o dia 19 de janeiro para convocar a Conferencia da Cidade, uma das principais ferramentas de fiscalização e condução do Plano Diretor, mas perdeu o prazo. E com isso 10 Entidades da sociedade civil fizeram a convocação. A conferência, preparatória para Conferência Estadual  deve ocorrer entre 1º de março e 15 de maio.

Carta de Cotia
No final, o  presidente da mesa Giba Marcelino leu o manifesto, ou Carta de Cotia assinado por diversas entidades, direcionado ao secretário de Planejamento e Gestão da Prefeitura de Cotia Benedito Simões. Na Carta, uma lista de 14 propostas entre as quais, a moratória de 3 anos para novos empreendimentos imobiliários, até que a cidade tenha infraestrutura para tal. Leia a integra do documento aqui.

Fonte: CotiaTodoDia, por: Sonia Marques

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