A ideia principal da reunião, liderada pelo instituto Vis Viva de Fomento Ambiental, presidido por Giba Marcelino, foi dar pontapé inicial nas discussões sobre o tema, conscientizar a população sobre a importância da participação e discutir os parâmetros do novo Plano Diretor.
“O objetivo maior é a construção dessa cidade com prioridade na preservação. Somos apenas mais uma espécie nesse planeta e não podemos colocar em risco as outras espécies em detrimento de nossa própria existência”, disse Wlad Farias, da organização não governamental Eco Existir ao abrir a reunião.
|
Tuca Miramontes: OAB vai cobrar.
|
|
Nena:Cotia cresceu desordenadamente
|
|
Napolitano: único vereador que participou de toda a reunião
|
Nos vídeos, o urbanista e ex vereador de São Paulo Nabil Bonduki e o professor Cândido Malta, discorrem sobre a importância da elaboração do Plano Diretor de modo generalizado e sem foco para Cotia. E com áudio e vídeo de baixa qualidade, o público dispersou. Quem assistia pela internet também deixou de acompanhar a reunião que só não teve audiência zerada devido a conexão de jornalistas que acompanhavam a reunião no local e atualizavam seus perfis.
“Se pareceu monótono para algumas pessoas, essas pessoas tem pouca aptidão para discutir plano diretor", alfinetou Ricardo Cunha ao saber que o vídeo apresentado por ele estava sendo criticado pelos internautas.
O ponto alto da discussão ficou por conta da participação popular. A preocupação com o crescimento desordenado da cidade e o meio ambiente além do elevado número de empreendimentos imobiliários aprovados na cidade que não tem infraestrutura para tanto, dominaram as discussões e propostas.
Muito mais que fazer a revisão do Plano Diretor de Cotia, é necessário fazer um novo plano, começar do zero. “Cotia cresceu de forma desordenada e agora é hora de buscar o caminho para organizar a cidade”, disse o vereador e presidente da Câmara Marcos Nena, que participou apenas da primeira parte do evento, alegando outros compromissos. Mas ressalto a importância da participação do legislativo nesse processo.
O grande consenso entre os presentes é que o Plano Diretor em vigor, copiado da cidade de Guarulhos, é muito genérico e nunca foi concluído na prática pois nunca foram criados os planos setoriais como da Saúde, o Transporte e Mobilidade Urbana entre outros. Muito ainda há que ser feito.
Prefeitura e Câmara ausentes
Dos 13 vereadores da Câmara Municipal, além do presidente Marcos Nena que só participou do primeiro bloco, apenas o novato tucano Luís Gustavo Napolitano participou da reunião. Ele apresentou um estudo feito pela Emplasa com foco na região metropolitana de São Paulo e o desenvolvimento das cidades do entorno onde Cotia se encontra e diretamente sofre os impactos desse crescimento. “Como vereador, quero me oferecer a participar dos fóruns de discussão. Tudo tem que ser feito com cautela, metodologia e cuidado”.
Entre os membros do executivo, a única participação foi de Cristiano Freitas administrador regional da Granja Viana, que não se manifestou.
A ausência dos poderes públicos também foi alvo de críticas de internautas e do público presente. Giba Marcelino lembrou que eles não foram convidados oficialmente a participarem da reunião, o que não justificou e a ausência nem convenceu o público.
Conferência da Cidade
Ao usar a tribuna o representante do Instituto IDDUS - Instituto de Desenvolvimento de Direitos Urbanísticos e Sociais, o advogado Silvio Cabral lembrou que a prefeitura de Cotia tinha até o dia 19 de janeiro para convocar a Conferencia da Cidade, uma das principais ferramentas de fiscalização e condução do Plano Diretor, mas perdeu o prazo. E com isso 10 Entidades da sociedade civil fizeram a convocação. A conferência, preparatória para Conferência Estadual deve ocorrer entre 1º de março e 15 de maio.
Carta de Cotia
No final, o presidente da mesa Giba Marcelino leu o manifesto, ou Carta de Cotia assinado por diversas entidades, direcionado ao secretário de Planejamento e Gestão da Prefeitura de Cotia Benedito Simões. Na Carta, uma lista de 14 propostas entre as quais, a moratória de 3 anos para novos empreendimentos imobiliários, até que a cidade tenha infraestrutura para tal. Leia a integra do documento aqui.
Fonte: CotiaTodoDia, por: Sonia Marques
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sugestão, Reclamações, Elogios, Comentários e Perguntas