Local tem piso podotátil, rampas, informações de linhas em Braille, mas o entorno está sujo e nem as placas escaparam de pichações
Inaugurado em 2009, o Terminal Rodoviário Turístico de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, é ainda um dos mais organizados do ABC Paulista.
A reportagem esteve nesta terça-feira, dia 12 de fevereiro de 2013, no local.
A demanda de passageiros e a quantidade de ônibus era menor por causa do feriado de Carnaval, mas o fluxo de usuários que vinham nos ônibus rodoviários da Viação Cometa, que servem o Litoral Sul de São Paulo e parte do interior Paulista, era mais intenso na parte da tarde.
Visualmente, as condições da rodoviária são boas, mas o vandalismo acaba prejudicando a população.
| Cada posição de parada de ônibus é destaca com placas com informações sobre as linhas e principais vias percorridas pelos veículos de transporte coletivo. Foto: Adamo Bazani |
Na altura das faixas de pedestres, a guia é rebaixada, o que facilita a circulação de pessoas com mobilidade reduzida.
No entanto, algumas destas placas estão pichadas, assim como lixeiras e partes de algumas paredes, principalmente perto do acesso principal dos passageiros.
Apesar da existência de lixeiras, não foi raro ver passageiros jogando papéis no chão. Nas proximidades das lanchonetes, o que cai no chão de comida dos passageiros atrai uma quantidade significativa de pombos. Uma destas aves tinha sido atropelada por um ônibus. O corpo do animal foi colocado junto a uma das plataformas. Mas não foi recolhido por equipes de limpeza.
| Placas com informações das linhas são colocadas em locais de fácil visualização. Elas também trazem a descrição dos itinerários em braile, mas algumas sofrem com pichação. Foto: Adamo Bazani |
A fase principal de construção da rodoviária custou R$ 4,4 milhões, sendo que boa parte dos recursos, veio do Governo do Estado de São Paulo, pelo Dade – Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias, com R$ 3,1 milhões e tendo como contrapartida R$ 1,3 milhão da prefeitura, na época.
Ribeirão Pires é uma Estância Turística, com áreas que permitem contato do turista com a natureza.
Uma destas áreas é a região da Igreja da Nossa Senhora do Pilar. Num local alto de Ribeirão Pires, a igreja possui uma arquitetura rústica e muita história. Parte da região começou a se desenvolver depois de a capela ter sido erguida em 1714, pelo Capitão Mor Antônio Correa de Lemos. Ela é feita em taipa de pilão de cerca de 40 centímetros de espessura.
Apesar da beleza rústica que remonta ao desenvolvimento da região que só no século XX se tornaria ABC, as imediações mostram um certo abandono. A principal via de acesso, depois da Avenida Francisco Monteiro, é asfaltada, mas o pavimento é cheio de buracos.
Mesmo sendo um dos pontos turísticos da cidade, a igreja estava fechada bem no feriado, data que poderia atrair visitantes. Não havia guardas ou qualquer tipo de fiscalização.
A arquitetura também foi um dos aspectos levados em consideração na construção da rodoviária, que remete às características de ocupação da cidade por imigrantes.
As imediações da rodoviária estavam com sujeira e nas proximidades da entrada da estação de trem, o mal cheiro incomodava.
Mas a rodoviária, em linhas gerais, apresenta conforto e não é um local desagradável. Poderia ser melhor se a população colaborasse mais.
Fonte: , por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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