quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Rodoviária de Ribeirão Pires é acessível, mas sofre com vandalismo

Ribeirão Pires
Terminal Rodoviário de Ribeirão Pires tem acessibilidade, informações, inclusive em braile, sobre as linhas, mas sofre com vandalismo. Arquitetura segue características de construções antigas, erguidas por imigrantes. Foto: Adamo Bazani.
Rodoviária de Ribeirão Pires é acessível, mas sofre com vandalismo
Local tem piso podotátil, rampas, informações de linhas em Braille, mas o entorno está sujo e nem as placas escaparam de pichações
Inaugurado em 2009, o Terminal Rodoviário Turístico de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo, é ainda um dos mais organizados do ABC Paulista.
A reportagem esteve nesta terça-feira, dia 12 de fevereiro de 2013, no local.
A demanda de passageiros e a quantidade de ônibus era menor por causa do feriado de Carnaval, mas o fluxo de usuários que vinham nos ônibus rodoviários da Viação Cometa, que servem o Litoral Sul de São Paulo e parte do interior Paulista, era mais intenso na parte da tarde.
Visualmente, as condições da rodoviária são boas, mas o vandalismo acaba prejudicando a população.
Ribeirão Pires
Cada posição de parada de ônibus é destaca com placas com informações sobre as linhas e principais vias percorridas pelos veículos de transporte coletivo. Foto: Adamo Bazani
Há piso podotátil para portadores de deficiência visual, boa sinalização, uma espécie de mapas com linhas e plataformas na entrada principal, placas identificando as linhas e as principais vias percorridas onde os respectivos ônibus param e também placas informando as linhas em braile. Algo que deveria ser normal em todo o sistema de transportes de grandes e médias cidades, mas que ainda se destaca quando existe. O passageiro conta também com bebedouros. Pelo menos dois não estavam funcionamento adequadamente, mas os equipamentos ficam relativamente próximos, o que traz comodidade para o passageiro.
Na altura das faixas de pedestres, a guia é rebaixada, o que facilita a circulação de pessoas com mobilidade reduzida.
No entanto, algumas destas placas estão pichadas, assim como lixeiras e partes de algumas paredes, principalmente perto do acesso principal dos passageiros.
Apesar da existência de lixeiras, não foi raro ver passageiros jogando papéis no chão. Nas proximidades das lanchonetes, o que cai no chão de comida dos passageiros atrai uma quantidade significativa de pombos. Uma destas aves tinha sido atropelada por um ônibus. O corpo do animal foi colocado junto a uma das plataformas. Mas não foi recolhido por equipes de limpeza.
Ribeirão Pires
Placas com informações das linhas são colocadas em locais de fácil visualização. Elas também trazem a descrição dos itinerários em braile, mas algumas sofrem com pichação. Foto: Adamo Bazani
Ribeirão Pires
Logo na entrada da rodoviária, o passageiro tem acesso facilitado às informações sobre as principais linhas. Além da descrição das plataformas, há relação de serviços disponíveis para o passageiro. Foto: Adamo Bazani.
Com seis mil metros quadrados, o terminal pode receber simultaneamente cerca de 60 ônibus que, entre municipais, metropolitanos e rodoviários, somam aproximadamente 40 linhas.
A fase principal de construção da rodoviária custou R$ 4,4 milhões, sendo que boa parte dos recursos, veio do Governo do Estado de São Paulo, pelo Dade – Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias, com R$ 3,1 milhões e tendo como contrapartida R$ 1,3 milhão da prefeitura, na época.
Ribeirão Pires é uma Estância Turística, com áreas que permitem contato do turista com a natureza.
Uma destas áreas é a região da Igreja da Nossa Senhora do Pilar. Num local alto de Ribeirão Pires, a igreja possui uma arquitetura rústica e muita história. Parte da região começou a se desenvolver depois de a capela ter sido erguida em 1714, pelo Capitão Mor Antônio Correa de Lemos. Ela é feita em taipa de pilão de cerca de 40 centímetros de espessura.
Apesar da beleza rústica que remonta ao desenvolvimento da região que só no século XX se tornaria ABC, as imediações mostram um certo abandono. A principal via de acesso, depois da Avenida Francisco Monteiro, é asfaltada, mas o pavimento é cheio de buracos.
Mesmo sendo um dos pontos turísticos da cidade, a igreja estava fechada bem no feriado, data que poderia atrair visitantes. Não havia guardas ou qualquer tipo de fiscalização.
A arquitetura também foi um dos aspectos levados em consideração na construção da rodoviária, que remete às características de ocupação da cidade por imigrantes.
Ribeirão Pires
Estância Turística, Ribeirão Pires tem algumas atrações que remetem à cultura e história do ABC Paulista, como a capela de Nossa Senhora do Pilar, erguida em 1714, feita em taipa de pilão e marco do crescimento da região. Mas acesso para o local, que não estava aberto para visitação em pleno feriado, precisa ser melhorado. Foto: Adamo Bazani.
A Guarda Civil de Ribeirão está instalada bem na entrada da rodoviária, que também dá acesso à estação de trens da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, da linha 10 Turquesa (Rio Grande da Serra – Brás).
As imediações da rodoviária estavam com sujeira e nas proximidades da entrada da estação de trem, o mal cheiro incomodava.
Mas a rodoviária, em linhas gerais, apresenta conforto e não é um local desagradável. Poderia ser melhor se a população colaborasse mais.

Fonte:  , por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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