O Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu em assembleia na noite
desta quarta-feira (10) que não fará paralisação nesta quinta (11),
quando haverá uma série de protestos no país no "Dia Nacional de Lutas".
Com a decisão, o sindicato voltou atrás da postura adotada em 4 de julho
de aderir à paralisação. Nesta quarta, o Metrô obteve uma liminar do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) que garante o funcionamento com 100%
da capacidade no horário de pico, sob pena de multa para o sindicato.
De acordo com o sindicato, uma greve ocorrida em 2007 fora do período do
dissídio e que culminou em punições para os trabalhadores pesou na
decisão.
Os sindicatos dos ferroviários responsáveis pelas linhas 7, 8, 9, 10, 11
e 12 da CPTM também anunciaram que não vão parar nesta quinta.
Protestos
Os movimentos sindicais e populares planejam uma série de protestos nesta quinta-feira em diversos pontos de São Paulo. Ao menos oito sindicatos de trabalhadores e cinco grupos não ligados a partidos programam greves e passeatas na capital paulista e em municípios da região metropolitana. Os manifestantes podem interromper o trânsito na Avenida Paulista, nas marginais Tietê e Pinheiros e nas mais movimentadas rodovias e estradas estaduais.
Os movimentos sindicais e populares planejam uma série de protestos nesta quinta-feira em diversos pontos de São Paulo. Ao menos oito sindicatos de trabalhadores e cinco grupos não ligados a partidos programam greves e passeatas na capital paulista e em municípios da região metropolitana. Os manifestantes podem interromper o trânsito na Avenida Paulista, nas marginais Tietê e Pinheiros e nas mais movimentadas rodovias e estradas estaduais.
Bloqueios previstos para esta quinta em SP
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Horário estimado
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Vias com possíveis interdições
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A partir das 6h
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Anhanguera (km 2,5), Bandeirantes, Anchieta, Castello Branco, Raposo
Tavares (entre km 14 e 18), Fernão Dias, Dutra e Mogi-Bertioga.
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A partir das 6h
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Marginal Pinheiros (Ponte do Socorro), Avenida Jacu-Pêssego, Radial Leste e Marginal Tietê (Ponte do Piqueri).
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A partir das 10h
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Avenida do Estado, Rua 25 de Março e outras vias da região central,
Avenida Paulista e Ponte Octavio Frias de Oliveira (estaiada).
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A partir das 12h
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Avenida Paulista, com concentração de protestos na altura do Masp
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A partir das 16h
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Régis Bittencourt e Rodoanel
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A Polícia Militar, que se reuniu com os organizadores dos atos para
saber o trajeto estabelecido por eles, informou que haverá aumento do
efetivo da corporação nas ruas para reforçar a segurança durante os atos
desde o início da madrugada. São 35 pontos onde haverá uma liderança
sindical e um oficial da Polícia Militar para acompanhar o protesto.
A manifestação foi convocada há algumas semanas pelas centrais
sindicais, principalmente pela internet, para pedir, entre outras
coisas, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e o fim
do fator previdenciário. Os atos são planejados na esteira da onda de
manifestações realizadas em junho no país.
Apoio às paralisações
A Central Sindical e Popular (CSP – Conlutas) informou que sindicatos dos metroviários, bancários, metalúrgicos, funcionários públicos federais, judiciários federais, Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Correios e construção civil “decidiram a favor da paralisação”.
A Central Sindical e Popular (CSP – Conlutas) informou que sindicatos dos metroviários, bancários, metalúrgicos, funcionários públicos federais, judiciários federais, Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Correios e construção civil “decidiram a favor da paralisação”.
A postura também é compartilhada por integrantes do Sindicato dos
Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo,
que afirmou que irá enviar representantes para integrar os protestos,
mas que não deverá interromper a sua operação para não afetar os
passageiros do transporte público nesta quinta.
A CSP-Conlutas também informou que deverão estar no movimento
representantes da Assembleia Nacional de Estudantes (Anel), do Movimento
Passe Livre (MPL), do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do
Movimento Sem-Terra (MST) e da Luta Popular. “Esses setores devem
ajudar as paralisações nas fábricas e bancos e engrossar as passeatas e
bloqueios de vias e rodovias”, informa nota divulgada.
Já no início da manhã, trabalhadores programam fechar o trânsito da
Marginal Tietê e Avenida do Estado na capital. No mesmo período, querem
bloquear as rodovias Anchieta, Castello Branco, Raposo Tavares, Fernão
Dias, Dutra e Mogi-Bertioga.
Vias entre a região do Brooklyn Novo e a Avenida Paulista também deverão
ter o tráfego dificuldade pelo protesto de motoboys e motociclistas, a
partir das 10h. Entre as principais reivindicações do setor estão a
redução do valor do DPVAT, mais bolsões de estacionamento e motofaixas e
o fim da lei da 404/2012, aprovado neste mês pela Comissão de Assuntos
Sociais (CAS) do Senado, que obriga condutores e passageiros de
motocicletas no Brasil usarem colete ou jaqueta com airbag.
Paralisações nos transportes
Os terminais rodoviários de São Paulo devem funcionar normalmente, segundo a Socicam, assim como os terminais urbanos, de acordo com a SPTrans.
Os terminais rodoviários de São Paulo devem funcionar normalmente, segundo a Socicam, assim como os terminais urbanos, de acordo com a SPTrans.
O ato desta quinta-feira será apoiado pelo Sindicato dos Motoristas e
Cobradores de ônibus, porém eles prometem não interromper a operação.
Nesta quarta, 16 terminais chegaram a ser bloqueados por membros da
chapa de oposição à atual presidência do sindicato. As eleições da
categoria começam nesta quinta, mas não há previsão de novos bloqueios
pela chapa de oposição.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) informa que a
operação de ônibus metropolitanos ocorrerá normalmente. A Companhia de
Engenharia de Tráfego (CET) informou, em nota ao G1,
que caso ocorra a paralisação dos metroviários o rodízio municipal de
veículos estará suspenso na cidade para as placas de final 7 e 8.
João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical,
sugere que a população fique em casa nesta quinta. “Quem não quiser
protestar é melhor não sair porque o trânsito vai ficar um caos com a
quantidade de protestos que deverá ocorrer para reivindicar melhorias
para os trabalhadores”, disse.
Procurado para comentar o assunto, Caio Martins, do Movimento Passe
Livre (MPL), disse que a entidade segue em apoio aos protestos
relacionados com o transporte. “Em princípio apoiaremos os metroviários e
outras entidades que lutam pela redução das tarifas no transporte
público em algumas cidades da Grande São Paulo”, disse.
Apoio da PM
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse o estado está se empenhando para evitar bloqueios nos transportes públicos. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Meira, informou que já se reuniu com várias frentes sindicais dos trabalhadores. A corporação diz ter recebido os percursos que devem ser feitos pelos manifestantes.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse o estado está se empenhando para evitar bloqueios nos transportes públicos. O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Meira, informou que já se reuniu com várias frentes sindicais dos trabalhadores. A corporação diz ter recebido os percursos que devem ser feitos pelos manifestantes.
De acordo com Meira, o efetivo da corporação será reforçado desde as 4h.
“Nós vamos reforçar o efetivo com policiais das escolas de sargentos,
de oficiais, do efetivo administrativo e também dos policiais que estão
de folga”.
Segundo o comandante da PM, a Tropa de Choque, que já foi alvo de
críticas públicas ao coibir com violência protestos anteriores, estará
de prontidão e agirá se houver necessidade.
A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou na quarta-feira
(10) que os principais percursos combinados com a Força Sindical e a
União Geral dos Trabalhadores (UGT) em reunião na sede da Secretaria da
Segurança, com o secretário Fernando Grella, e o comandante-geral da PM
Benedito Meira, foram a Avenida Paulista, e as marginais Pinheiros e
Tietê. As vias, porém, não serão ocupadas totalmente, de acordo com a
assessoria da PM.
Haverá ainda reforço no efetivo da PM na capital, com alunos da escola
de sargento, oficiais e do setor administrativo. O número de policiais
envolvidos na operação não foi informado por questões de estratégia e
segurança, segundo a assessoria da corporação.
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