Diesel sobe 8%; Petrobras anunciou o reajustes nas refinarias nesta sexta-feira
Produção de petróleo no sertão da Bahia
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"Esse é, em geral, o
período para o produto refinado atingir as bombas, e leva em
consideração a logística de abastecimento", afirma Karina.
A
Petrobras não informou qual foi o critério para chegar a esses
percentuais. "Por razões comerciais, os parâmetros da metodologia de
precificação serão estritamente internos à Companhia", informou a
empresa, em nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Blog do Kennedy: Dilma autoriza reajuste da gasolina, mas adia fórmula da Petrobras
A
empresa também não deixou claro qual será sua política de reajustes
daqui para a frente. No mesmo comunicado, a Petrobras informou que
"caberá ao Conselho de Administração avaliar a eficácia da política de
preços da Petrobras por meio da evolução dos indicadores de
endividamento e alavancagem da Companhia."
Nesta semana,
o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou que a nova metodologia de
preços não poderia ser feita "de improviso", sinalizando que poderia ter
efeitos inflacionários indesejáveis.
Abaixo do previsto
Os
aumentos fazem parte de uma política que visa a tornar os preços dos
combustíveis no Brasil mais parecidos com os praticados no exterior,
informa a companhia. Ao mesmo tempo, entretanto, a política buscará "não
repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor
doméstico."
Os reajustes eram esperados, vinham sendo debatidos
ao longo da semana e impulsionaram os papéis da Petrobras nesta
sexta-feira (29). As ações ordinárias da companhia subiram 3,78% e as
preferenciais, 2,52%, num pregão em que o Ibovespa fechou em 1,23%.
De
acordo com o comunicado, a política de reajuste de preços tem por
objetivo "assegurar que os indicadores indicadores de endividamento e
alavancagem retornem aos limites estabelecidos no Plano de Negócios e
Gestão 2013-2017".
O plano da companhia prevê
investimentos de R$ 236,7 bilhões ao longo desses cinco anos, mas as
dívidas crescentes – em parte alimentadas pelo não reajustamento dos
combustíveis – colocou em causa a capacidade de a companhia ter fôlego
para tanto. Do primeiro para o segundo trimestre de 2013, o
endividamento total da companhia cresceu 26,5%.
O
cenário vinha causando prejuízos à Petrobras. Nos 12 meses encerrados em
outubro, as ações ordinárias da companhia haviam recuado 14,7% e as
preferenciais, 26,2%. No dia 3 daquele mês, a agência Moody's anunciou o
rebaixamento da nota da empresa.
Os 4%, entretanto, estão abaixo dos 5% previstos pelo o Comitê de Política Monetária (Copom) na ata da reunião de outubro.
"Esperávamos
que a empresa repassasse ao menos o componente de importação". A falta
de divulgação de métricas deixa incertezas no mercado, aponta Karina. "É
importante saber a periodicidade deste reajuste ou ao menos de sua
reavaliação".
*Colaboraram Paula Pacheco e Vitor Sorano
Fonte: IG, por:
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