terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Petista, CPI dos transportes de São Paulo vai reforçar propostas de Haddad


ônibus
Ônibus em São Paulo. CPI municipal ouve mais operadores estatais que da cidade e deve propor o que Haddad já está realizando no setor. Presidência da comissão é do mesmo partido do prefeito. Foto: Adamo Bazani
Câmara segue linha de Haddad e vai propor fim das sobreposições em São Paulo
Esta é uma das sugestões que devem resultar da CPI dos Transportes na cidade, que também vai segui outras iniciativas do prefeito e do secretário de transportes
Depois de ouvir mais representantes de prestadores de serviços estaduais como do metrô, da CPTM – Companhia de Trens Metropolitanos e da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – do que operadores municipais de ônibus, a CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – dos Transportes – realizada pela Câmara Municipal de São Paulo deve reforçar as propostas do prefeito Fernando Haddad, do PT, sobre os serviços na Capital Paulista.
Entre as sugestões que devem estar presentes no relatório da CPI é a diminuição da sobreposição de linhas de ônibus na cidade e a criação de mais seccionamentos, política que vem sendo adotada já pela Secretaria Municipal de Transportes e criado polêmicas e insatisfações em boa parte dos passageiros, em especial na zona Leste de São Paulo.
De acordo com o presidente da CPI, vereador Paulo Fiorilo, também do PT, isso pode reduzir os gastos com os transportes e consequentemente o valor das tarifas.
Ele defende a revisão das planilhas do sistema e a criação de novos indicadores de custos e remuneração das empresas.
A relatora da CPI dos Transportes, Edir Sales, do PSD, afirma que o fim das sobreposições pode diminuir as tarifas em 10 por cento.
Também seguindo o discurso do prefeito Fernando Haddad, ela defende a criação de uma frota pública, correspondente a 30 por cento do sistema.
Até a metade do ano, após a onda de protestos na cidade de São Paulo, sobre os transportes, tanto o secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto, como o prefeito, Fernando Haddad, sempre se colocaram contrários à realização de uma CPI dos Transportes.
Mas isso acabou não rendendo boa imagem política e o PT se apressou em sugerir uma CPI. Havia três modelos de CPI, dois mais amplos que não se baseavam apenas nas planilhas de custos e queriam investigar a relação entre empresas de ônibus e poder público. De todas as empresas e cooperativas da cidade, só a empresa MobiBrasil figurou na relação dos depoimentos. No entanto, de última hora, foi aprovado o modelo do PT de Comissão Parlamentar de Inquérito.

Fonte: por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes

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