Apesar das companhias e garagens de oito áreas da cidade, apenas a Mobibrasil está na relação dos vereadores
Com cerca de 15 mil ônibus, o sistema de transportes na cidade de São Paulo é divido em oito regiões operadas por 19 empresas/garagens de ônibus e por 11 cooperativas/garagens.
Mas a CPI dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo só deve ouvir a empresa Mobibrasil, que faz parte do Consócio Unisul.
O secretário de transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, e o prefeito Fernando Haddad, sempre se mostraram contra a realização da CPI.
Mas como o posicionamento começou a soar negativamente frente à opinião pública, o PT se mobilizou. Havia duas propostas de CPI. De última hora, o vereador petista Paulo Fiorilo, apresentou uma terceira proposta de modelo de CPI que foi aprovada.
À época, a crítica era que o modelo de Fiorilo se basearia mais em números do que as inter-relações entre empresas de ônibus e poder público.
A CPI que era municipal quis detalhes da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e do Metrô. Quis saber até do caso de superfaturamento no Metrô e nos trens do Governo do Estado de São Paulo. Até aí, tudo bem.
Mas quanto aos transportes genuinamente municipais, que os vereadores deveriam se debruçar, as apurações poderiam ser melhores.
Tanto é que entre as empresas ou cooperativas do sistema, que são verdadeiras caixas-pretas, os depoimentos só vão ficar com a Mobibrasil mesmo.
Foram 19 sessões até agora. As cinco últimas que faltam, não têm previsão de outras empresas municipais, mas têm de intermunicipais: Rede Ponto Certo e Empresa 1 (2/12), do sistema de bilhetagem; CAF Brasil (5/12), Bombardier (6/12), MobiBrasil, Mitsui & Co. e Consórcio Trial (9/12), que atuam com trens e Metrô; e os consórcios Unileste, Intervias, Anhanguera e Internorte (12/12), que operam linhas da EMTU.
À Rede Brasil Atual, o presidente da CPI, Paulo Fiorilio, disse que ouvir as empresas não é indispensável.
Segundo a Rede Brasil, o relatório e as deliberações só devem ter conclusão em fevereiro de 2014 e depois de muita discussão:
O momento da apresentação do relatório final da CPI promete ser uma guerra de versões. Serão pelo menos três relatórios distintos: Um da relatora, vereadora Edir Sales (PSD), que deve contar com as indicações do presidente, Paulo Fiorilo; Outro do vice-presidente, Eduardo Tuma, que desde o início dos trabalhos afirmou que faria um relatório alternativo; e mais um do vereador Ricardo Young (PPS), que não faz parte da comissão, mas havia sido um dos proponentes de um CPI dos transportes, ainda no mês de julho.
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