| Transito em São Paulo. Haddad veta projeto aprovado pela Câmara que daria fim ao rodízio municipal de veículos. Imagem UOL |
Decisão foi publicada no Diário Oficial de São Paulo deste sábado
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vetou o projeto de lei que suspende o rodízio municipal de veículos na cidade.
A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município deste sábado, 31 de maio de 2014.
http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_cidade/index.asp?c=1&e=20140531&p=1&clipID=5JJ1IV0OEL40Pe5GQC86HO7U84A
No texto do veto, Haddad destaca que o rodízio traz benefícios à São Paulo e que uma alteração desta deve ser feita após amplo debate.
” o rodízio tem se mostrado relevante para a redução do trânsito … por se tratar de medida que afeta diretamente vasta parcela dos paulistanos, sua extinção deve ser precedida de amplo debate com a sociedade e estar aliada a outras ações que assegurem a adequada mobilidade de seus cidadãos”
FIM DO RODÍZIO FOI APROVADO PELA CÂMARA EM VOTAÇÃO RELÂMPAGO:
Em votação simbólica, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira, dia 28 de maio de 2014, o fim do rodízio municipal de veículos.
O PL 15/2006 é do vereador Adilson Amadeu (PTB), .
O vereador afirmou que apresentou o projeto porque, na visão dele, o rodízio não consegue mais seus objetivos que são reduzir a poluição e os níveis de congestionamento.
A Câmara Municipal de São Paulo, em nota, diz que, segundo o vereador, o rodízio estimulou o paulistano a comprar um segundo carro:
“Segundo o projeto, a lei que implementou o rodízio foi criada para combater o problema de poluição ambiental na Capital, mas o crescimento da utilização de carros bicombustíveis (flex) tornou a frota menos poluente. O vereador argumenta também que a lei “incentivou” os paulistanos a adquirirem um segundo veículo, geralmente mais antigo e mais poluidor — para burlar o rodízio. Para Amadeu, a medida não tem mais efeito no trânsito de São Paulo. “Quando o rodízio foi implantado, não tinha o número de carros que tem hoje. A gente percebe que a classe média alta tem hoje dois, três carros na garagem para circular nos dias de rodízio. O reflexo [do rodízio] é zero”.
O vereador ainda acrescentou que em São Paulo circulam 2,5 milhões de veículos por dia de maneira irregular sem qualquer tipo de fiscalização, inclusive sobre rodízio.
Especialistas, no entanto, defendem a manutenção da restrição dos veículos de acordo com os finais das placas e dizem que o projeto segue em direção oposta das políticas de mobilidade urbana que tendem a desestimular o uso do transporte individual e privilegiar o transporte coletivo.
A prefeitura de São Paulo anunciou que quer expandir a quantidade de vias que passarão a ter o rodízio. A votação foi rápida, demorou menos de um minuto. Votação simbólica não quer dizer que ela não tem valor, mas sim que não houve registro nominal dos votos.
Em votação simbólica, vários projetos são apreciados de uma vez só.
Se a votação fosse nominal, somando as bancadas do PSD, do PSDB e do PT, que reúnem 27 dos 55 vereadores, o projeto não teria aprovação.
A forma como foi conduzida a votação foi considerada uma estratégia por parte dos vereadores que são contrários ao fim do rodízio. Eles alegaram que o projeto não deveria ser apreciado em votação simbólica.
por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes
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