quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Bilhete Único Mensal: cadastramento começa em abril

onibus
Bilhete Único Mensal deve ser implantado apenas no segundo semestre. Mas a partir de abril, segundo o secretário e transportes, Jilmar Tatto, começa o cadastramento. Sistema vai custar R$ 400 milhões por ano.

Cadastramento para Bilhete Único Mensal começa em abril, diz Tatto
Integração deve custar R$ 400 milhões que serão pagos com dinheiro arrecadado pelas empresas e por subsídios
O Bilhete Único Mensal na Capital Paulista deve ser implantado somente no segundo semestre deste ano, mas o cadastramento para o sistema começa em abril.
A afirmação é do secretário municipal de transportes, Jilmar Tatto.
Pelo sistema, será possível usar quantos ônibus forem necessários por R$ 140,00 ao mês. Estudantes também têm este direito e pagam meia passagem. Assim, para os estudantes, o Bilhete Único Mensal vai custar R$ 70,00.
O secretário afirmou que o cadastramento será necessário para evitar fraudes e evasão de receitas, assim como a venda ilegal de créditos de passagem.
Para o cadastramento, será usado um sistema biométrico, que registra a digital do passageiro no momento da confecção e do uso do cartão.
Ao lado dos 150 quilômetros de corredores de ônibus, o Bilhete Único Mensal foi uma das principais promessas de campanha de Haddad.
Além dos corredores e do Bilhete, outro desafio na área de transportes é realizar a licitação de pelo menos parte do sistema de ônibus, o que deve requerer jogo de cintura da prefeitura, já que a maior parte das atuais empresas não quer grandes alterações no sistema.
Não apenas a implementação, mas o custeio do Bilhete Único Mensal também será outra questão desafiadora.
Cálculos iniciais da própria Prefeitura de São Paulo revelam que sem integração com o trem ou metrô, só entre o sistema de ônibus, o Bilhete Único mensal deve ter o custo anual de R$ 400 milhões. O Governo do Estado estuda a possibilidade de integrar o sistema mensal à CPTM e ao Metrô
Esse dinheiro só para o sistema municipal deve vir em parte do que é arrecadado pelas empresas de ônibus e especialmente por subsídios.
A previsão de R$ 660 milhões de subsídios para este ano deve ser revista. Um dos motivos é custear o Bilhete Único Mensal e o outro é atender ao pedido do Ministro da Fazenda Guido Mantega para congelar as tarifas de ônibus.
Sem aumento desde 2011, as tarifas acabam ficando abaixo do ritmo de reajustes dos itens que compõe a cesta de custos dos transportes. Desde 2011, diesel, pneus, salários de motoristas e cobradores e principalmente o valor dos veículos, que mudaram de tecnologia e se tornaram mais caros, tiveram elevação em seus preços.
Além de subsídios maiores, na metade do ano, quando deve ser aplicado o aumento na tarifa, o passageiro vai ter de arcar com o acumulado de todo este tempo de congelamento.
Haddad garante que o aumento não será acima da inflação, mas por ele mesmo, o acumulado já será grande.

Fonte por:Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes  (Com Agências)

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