Cidades inteiras continuam isoladas por causa dos atoleiros
ARTIGO:Situações das estradas são precárias e viagens que demoravam oito horas eram feitas em quatro dias
Enquanto o Governo Federal tenta implementar o trem bala entre as capitais mais ricas do País, São Paulo – Rio de Janeiro, ao custo real de R$ 55 bilhões, milhares de quilômetros de estradas estão em situações precárias que isolam a população em diversas regiões do País. Muita gente está passando fome porque o caminhão não consegue chegar com comida. Muitos doentes não podem ir ao médico porque os ônibus não conseguem trafegar.
Um exemplo é o que tem ocorrido nesta semana em Mato Grosso.
Por causa do período de chuva, a MT 170, MT 183 e MT 206 estão intrafegáveis e se tornaram verdadeiros atoleiros por onde já ficaram retidos na semana passada, dezenas de ônibus, caminhões e carretas, que pelo peso maior, são os tipos de veículos mais sujeitos a literalmente afundarem na lama.
Diversas linhas intermunicipais rodoviárias que servem o noroeste do Mato Grosso estão suspensas sem prazo para a volta: tudo depende do tempo e da boa vontade do poder público em realizar a manutenção destas estradas. Mesmo sendo estaduais, o Governo Federal tem a obrigação de oferecer ajuda, já que são de interesse regional e investir em acesso para os transportes é uma forma não hipócrita e midiática de combater de fato a miséria.
Entre as linhas suspensas estão: Juína – Cotriguaçu, Juína – Jurena, Juína – Nova União, Juína – Colzina e Juína – Aripuanã. Só a linha para Cotriguaçú, cujo trajeto era percorrido em 8 horas, demorava quatro dias para ser completada.
Seis municípios atendidos por estas estradas declararam estado de emergência: Alta Floresta, Aripuanã, Nova Bandeirantes, Cotriguaçu, Juruena e Colzina.
Pontes foram arrancadas pela força da água, rios transbordaram e comunidades inteiras estão isoladas. Os ônibus não conseguem transportar os moradores e os caminhões não podem sequer chegar para distribuir alimentos. Já há falta de comida, gás de cozinha, água potável e combustível.
Só na comunidade do Distrito de Conselvan, a 80 quilômetros de Aripuanã, seis mil pessoas estão isoladas há cerca de duas semanas.
Nem Governo do Estado e Governo Federal demonstraram até agora interesse em resolver (e não apenas remediar) a situação definitivamente, ou com recursos públicos ou atraindo a iniciativa privada com os mesmos benefícios que concede para outros projetos na área de transportes que atraem mais mídia.
Fonte: por: Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.Informações TV Cento América/Globo/G1
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