Ônibus na capital paulista. Custo do sistema e ausência de recursos são desafios para prefeitura Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) – Clique para Ampliar
Motoristas e cobradores de ônibus da cidade de São Paulo decidiram paralisar os terminais por três horas na manhã de quarta-feira, 31 de julho de 2019.
Uma plenária da diretoria do sindicato se reúne nesta terça-feira para definir os detalhes, mas a probabilidade é que os terminais de ônibus sejam fechados das 9h às 12h.
Na parte da tarde, devem fazer uma passeata da sede do sindicato até a prefeitura
A decisão foi tomada em assembleia nesta segunda-feira, 29, na sede do Sindmotoristas, sindicato que representa os trabalhadores.
A categoria ficou revoltada com a medida da gestão Bruno Covas de reduzir a frota de ônibus em circulação, retirando das OSOs – Ordens de Serviços Operacionais das empresas do subsistema estrutural (linhas que passam pelo centro com veículos maiores), em torno de 260 coletivos. O subsistema local, das empresas que surgiram das cooperativas de lotação, não vai ser atingido com a redução de frota.
No discurso da assembleia, o presidente licenciado do Sidmotoristas, José Valdevan de Jesus Santos (Noventa), disse que nesta terça-feira, 30 de julho de 2019, uma comissão deve se reunir com representantes da SMT – Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes para discutir as mudanças nas linhas de ônibus.
Noventa disse que há um projeto “disfarçado” para transferir linhas de ônibus do subsistema estrutural, das viações mais tradicionais, para o subsistema local, formado pelo que chamou de “novas empresas”, que são as companhias que surgiram as cooperativas.

Faixa em carro de som critica gestão Bruno Covas. Reprodução Sindmotoristas
Os profissionais também são contra uma circular da SPTrans – São Paulo Transporte, gerenciadora do sistema, enviada por e-mail às viações, que autoriza que os ônibus padrons e básicos novos do subsistema estrutural sejam inseridos nas linhas sem o posto do cobrador a partir de 02 de setembro.
Na assembleia, o presidente em exercício do Sindmotoristas, Valmir Santana da Paz, o Sorriso, disse que também recebeu uma ligação do secretário de mobilidade e transportes, Edson Caran, agendando uma reunião na secretaria.
Segundo o sindicalista, às 14h os diretores da entidade vão se reunir na sede do sindicato para discutir o conteúdo da reunião com a SMT.
Na última semana, Sorriso, disse ao Diário do Transporte, que a entidade estima que ao menos 2,5 mil postos de trabalho podem ser eliminados somente com a redução da frota.
Já o presidente do SPUrbanuss, sindicato das empresas de ônibus do subsistema estrutural, Francisco Christovam, disse também ao Diário do Transporte que as viações não foram chamadas para dialogar sobre a redução de frota neste momento e que as companhias ainda avaliam os impactos da retirada dos coletivos das ruas na qualidade de prestação de serviços
Diario do transportepor: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
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