Joaquim Lopes da Silva Júnior, presidente da EMTU, deve apresentar as propostas de licitação da área 5 intermunicipal, que envolve mais de 120 linhas de ônibus intermunicipais do ABC Paulista. Região é a única que não foi licitada e apresenta frota velha, linhas desatualizadas e alguns empresários de ônibus que não modernizaram a gestão de seus negócios. Foto: Nário Barbosa
Região do ABC Paulista é a única que não foi licitada. A frota é velha, alguns empresários não modernizam a gestão e as linhas não acompanharam evolução regional
ADAMO BAZANI – CBN
Os transportes intermunicipais do ABC Paulista são considerados um dos piores do Estado de São Paulo.
A área 5, que reúne os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, é a única que não foi licitada.
Isso causa diversos problemas para as 24 milhões de pessoas por mês que dependem dos ônibus gerenciados pela EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, que tenta sem sucesso licitar as linhas, mas não consegue pela pressão dos empresários de ônibus da região.
Nesta sexta-feira, dia 18 de maio de 2012, o presidente da EMTU, Joaquim Lopes da Silva Júnior, vai apresentar a proposta de licitação das linhas ao Grupo de Trabalho de Mobilidade do Consórcio Intermunicipal do ABC, entidade que reúne as sete prefeituras da região.
A situação dos transportes intermunicipais do ABC é longe da ideal.
Em julho do ano passado, o Consórcio Intermunicipal pediu esclarecimentos da EMTU para discutir a modernização das linhas, que não acompanharam as mudanças sociais e econômicas do ABC Paulista, e discutir também a licitação.
Nas outras quatro regiões da Grande São Paulo gerenciadas pela EMTU, houve a licitação desde 2005/2006. As áreas foram dividias em consórcios, houve melhor distribuição das linhas e renovação da frota. A reportagem, em Franco da Rocha, por exemplo, constatou que mesmo em locais com viário ruim, o ônibus é novo.
A EMTU deve fazer no ABC Paulista uma licitação intermediária, mais flexível, até o vencimento em 2015 do prazo das concessões das outras áreas, para tentar licitar toda a Grande São Paulo de uma só vez.
As empresas de ônibus intermunicipais no ABC operam em regime de permissão precária, o que contraria a Constituição de 1988, que exige contratos de concessão.
A idade média da frota de intermunicipais do ABC Paulista chegou a ter 14 anos.
Agora diminuiu um pouco mais. Há companhias de linhas intermunicipais que compraram veículos novos, como ocorreu com a Auto Viação ABC e Viação São José e outras que diminuem a idade de suas frotas com ônibus que já não servem mais para outras cidades.
As 124 linhas da Área 5 da EMTU são operadas por 916 ônibus, que transportam 24 milhões de pessoas por mês.
A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos tenta desde 16 de fevereiro de 2005 licitar a região, como fez nas outras quatro áreas, que tiveram reformulações de itinerários, formação de consórcios para minimizar o loteamento por parte das viações e renovação da frota. Mas tudo sem sucesso. Foram quatro tentativas esvaziadas pelas próprias empresas.
Elas alegam que o ABC precisa de um edital diferente porque os custos operacionais são maiores, inclusive com salários de motoristas mais altos. Os donos de viações também dizem que seria impossível licitar a área sem saber os impactos sobre as linhas intermunicipais provocados pela inauguração do Monotrilho do ABC (que vai unir as cidades de São Bernardo do Campo, Santo André, São Caetano do Sul e a estação Tamanduateí de trens e metrô na Capital Paulista) e do Expresso ABC, uma linha de trem, paralela à linha 10 Turquesa da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, que fará poucas paradas entre as cidades de Mauá, Santo André, São Caetano do Sul e São Paulo.
Fonte Blog Ponto de ôniobus.Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.
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