sexta-feira, 18 de maio de 2012

Motoristas e cobradores podem entrar em greve


Os motoristas e cobradores das linhas municipais e intermunicipais de Cotia e 12 cidades vizinhas ameaçam cruzar os braços a partir da 0 hora do próximo dia 24, deixando 1,1 milhão de passageiros sem transporte. A assembleia da categoria acontece no dia 23, na sede do Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários e Anexos de Osasco e Região e, de acordo com o presidente da entidade, Antonio Alves Filho, caso o sindicato patronal não melhore a proposta de reajuste de 6%, apresentada na assembleia anterior, no dia 11 de maio, os cerca de 8 mil trabalhadores da base vão votar pela paralisação.

“Essa proposta foi recusada por unanimidade e os trabalhadores queriam parar imediatamente. Mas nossa diretoria conseguiu convencê-los a entrar em estado de greve e aguardar uma nova proposta. O problema é que o patronal ainda não ofereceu nada”, explica.

Além dos 6% de reajuste, a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo (Setpesp) – que representa 9 empresas de transporte da região – inclui tíquete-refeição no valor de R$14/dia. Já a pauta da categoria abrange reajuste de 15%, tíquete de R$18/dia, redução da jornada de trabalho de 7h20 para 6h40 e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de R$1,2 mil.

Segundo Alves, no ano passado a categoria já havia conquistado 6% de reajuste. “Repetir esse índice agora não ajuda a recompor o poder de compra dos trabalhadores, que está muito defasado. Para se ter uma ideia, o piso de um motorista já chegou a ser de 5 salários mínimos e meio e hoje está em 2 salários mínimos e meio”, compara.

Ele afirma ainda que vai pedir a intervenção da Prefeitura de Osasco para que a campanha salarial da categoria não termine em greve. “Nossa intenção não é prejudicar, de forma nenhuma, a população. Principalmente porque hoje os ônibus são usados para trazer as pessoas da periferia até os centros, onde elas têm acesso a outros meios de transporte, como o trem. Mas, se não houver contraproposta, vamos parar. Então, tenho esperança de que, se a prefeitura intermediar essa negociação, poderemos chegar a um acordo”, afirma.

A última greve da categoria aconteceu em 2008 e durou menos de 1 dia. Após a paralisação, houve acordo na Justiça do Trabalho.

A paralisação também deve abranger as principais linhas de conexão com a Capital, como as que vão Lapa e Pinheiros. Os itinerários municipais e intermunicipais são percorridos, diariamente, por cerca de 4 mil ônibus.

O Sindicato dos Condutores representa 8 mil trabalhadores, sendo 4 mil motoristas e 4 mil cobradores de Cotia, Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, Taboão da Serra, Embu das Artes, Vargem Grande Paulista, Ibiúna e Cajamar.
Já as empresas do Setpesp na região são as Viações Osasco Matriz e Urubupungá, que atuam em Osasco; ETT Carapicuíba, Del Rey e Osasco Filial, em Carapicuíba; BB Benfica, em Barueri, Jandira e Itapevi; Viação Raposo Tavares, em Cotia; e Viação Pirajussara, em Embu; além das empresas Cidade Vargem Grande e Cidade Ibiúna, que não integram o sindicato patronal mas estão em negociação com os trabalhadores.
Fonte: CotiaTododia e  Webdiário

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